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Urna eletrônica com a palavra FIM na tela, dentro da cabine de votação, durante demonstração do TRE-SP em São Paulo, em 24 de setembro de 2026
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Tecnologia

Óculos e relógio inteligentes ficam fora da cabine: Justiça Eleitoral aperta regras

Com aparelhos cada vez mais discretos, tribunais detalham o que o eleitor deve deixar com o mesário no domingo; o celular só serve para mostrar o e-Título.

Redação Correio Brasileiro 2 min de leitura

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Relógios e óculos inteligentes, pulseiras conectadas, fones de ouvido e acessórios com câmera ou microfone não podem entrar na cabine de votação. Às vésperas do primeiro turno, no domingo (4), a Justiça Eleitoral vem detalhando as regras para proteger o sigilo do voto diante de aparelhos cada vez mais discretos.

A proibição de levar eletrônicos para a cabine não é novidade. O que mudou foi o nível de detalhe. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por exemplo, publicou uma resolução que cita um a um celulares, relógios e óculos inteligentes, pulseiras, fones, câmeras corporais e microcâmeras. Segundo o tribunal, não é uma nova proibição, e sim uma adaptação às novas tecnologias.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adota uma regra mais ampla e veta qualquer equipamento capaz de registrar, transmitir ou divulgar o voto. O objetivo é manter o voto secreto e dificultar a compra de votos, em que o eleitor pode ser pressionado a provar em quem votou.

O celular pode ser usado na identificação, para mostrar o e-Título ou outro documento digital aceito. Depois disso, precisa ser desligado e entregue aos mesários, que guardam o aparelho até o fim da votação. Quem se recusar não vota enquanto mantiver a recusa, e a polícia pode ser chamada se for preciso.

Recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas usados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida continuam liberados, desde que não sirvam para registrar o voto. Em caso de dúvida sobre algum aparelho, a mesa pode pedir explicações ao eleitor ou examinar o equipamento por fora.

A orientação para domingo é levar só os documentos necessários e, se quiser, uma cola em papel com os números dos candidatos. Os pertences são devolvidos assim que o eleitor termina de votar.

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