Petróleo volta a subir e Brent passa de US$ 100 após China travar exportação de combustíveis
Refinarias chinesas suspenderam a venda de derivados ao exterior, o que aperta ainda mais a oferta já afetada pelas guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.
O petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (1º), e o barril do tipo Brent passou de US$ 100. A alta, de cerca de 2%, veio depois que a China suspendeu a exportação de derivados de petróleo, o que pode piorar a falta de combustíveis no mercado mundial.
O contrato do Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, US$ 2,06 acima do fechamento de quarta-feira (30). O contrato de novembro venceu na quarta, a US$ 103,50, e acumulou alta de cerca de 14% em setembro. Nos Estados Unidos, o barril do tipo WTI subia 2,28%, para US$ 92,48.
O dia foi de sobe e desce. Os preços chegaram a cair mais de 1% no começo do pregão antes de virar. Os investidores também acompanham as novas tentativas diplomáticas de encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Segundo especialistas a par do assunto, as refinarias chinesas pararam de vender derivados para fora do país até segunda ordem, com exceção de Hong Kong e Macau. Para o analista Giovanni Staunovo, do banco UBS, a decisão indica preocupação da China com o abastecimento interno. Ainda não está claro se o país vai comprar mais petróleo bruto depois de reduzir seus estoques.
O mercado já estava apertado. Ataques ligados às guerras no Oriente Médio e na Ucrânia derrubaram a capacidade de refino, e o diesel ficou mais escasso no mundo. Isso aumenta a pressão para que os governos ajam para proteger os consumidores.
Segundo fontes que acompanham as conversas, o governo Trump orientou Alemanha e França a usar seus estoques de emergência de diesel para segurar os preços. Se não fizerem isso, os dois países podem enfrentar uma proibição de exportação de diesel pelos Estados Unidos.