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Imagem de Nossa Senhora Aparecida em contraluz, cercada de flores, durante missa em ação de graças na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (foto de arquivo)
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Brasil

Dino aciona a PF contra onda de ataques a imagens de santos em igrejas pelo país

Ministro do STF listou 11 casos recentes em cidades como Cuiabá, Salvador e Maceió e também pediu a atuação da Procuradoria-Geral da República.

Redação Correio Brasileiro 2 min de leitura

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta quarta-feira (30) a Polícia Federal investigar o que pode ser uma onda de ataques a imagens católicas em várias partes do país. Ele também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) atue no caso.

No despacho, Dino listou 11 episódios noticiados nos últimos meses, alguns dentro de igrejas. Os ataques ocorreram em Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA).

Segundo o ministro, as denúncias chegaram ao gabinete por vários canais desde domingo (27), quando ele liberou posts com críticas a um suposto projeto de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Ele vê indícios de crimes como ultraje a culto, preconceito religioso, injúria, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio.

Temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados

Flávio Dino, ministro do STF

A polêmica sobre a santa começou na semana anterior, a partir de análises de que grupos ligados ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) queriam levar o projeto adiante caso ele vencesse. O candidato nega. A pedido dele, o ministro André Mendonça, do TSE, mandou tirar posts do ar. Dino derrubou a ordem ao atender o humorista Antonio Tabet, e Luiz Fux, relator da ação sobre o Marco Civil da Internet no STF, restabeleceu a decisão de Mendonça.

Para justificar a entrada da PF, Dino citou a repercussão dos casos em vários estados, a necessidade de uma resposta igual em todo o país e o fato de os ataques parecerem crimes contra os direitos humanos. Com o despacho, PF e PGR passam a apurar os 11 casos citados pelo ministro.

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